Últimos Instantes

Era uma noite úmida, sem ventos. A rua dava para o rio. Literalmente, para dentro do rio. De um lado, um denso mato. De outro, o condomínio e sua moderna arquitetura. Era meia noite. Um avião cortava o céu com suas luzes e parecia não ter pressa. Não fosse uma mulher que falava ao telefone no meio daquela rua deserta que pertencia ao condomínio, a noite seria mais tranquila. Ela falava e fumava. Seu perfume se misturava com a essência do cigarro e a imagem que dela se tinha naquela escuridão intercalada com as luzes dos postes era a de uma mulher vulgar.

Vulgar.

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